Candida Fortes Brandão (1862-1922), professora, escritora e jornalista, natural Cachoeira do Sul (RS). Graduou-se na Escola Normal de Porto Alegre em 1885 e, voltando para sua terra natal, abriu, em janeiro do ano seguinte, uma escola pública mista. Depois que deixou o magistério público dirigiu o Colégio Elementar Antônio Vicente de Fontoura, até sua morte em 4 de novembro de 1922. Ao longo de seus 60 anos, dos quais 37 dedicados a educação, participou com versos em alegorias das festas cívicas da escola e da cidade, sempre com grande imaginação. Casou-se em 1901 com o jornalista Augusto Cesar Brandão e a partir de 1902 tornou-se colaboradora assídua do jornal cachoeirense O Commercio. Sua obra literária está dispersa em jornais e revistas por todo o país e em Portugal. Seu único livro foi Fantasia, escrito em prosa e verso. A qualidade literária de Candida mereceu da escritora Julia Lopes de Almeida o título de “mãe intelectual do povo cachoeirense”.